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domingo, 1 de novembro de 2009

De!




A vida corriqueira é que me abomina
e os vales que andam estas praças
gritando mares de saudades,
até me animam, ai que loucura,

com a lacuna aberta e sangrando no peito,
até que me animam, aberta e sangrando
de um triste moço, muito triste mancebo,
derruba tantos postes na esquina

e grita: que merda de amor!
que loucura de ritmo!
e caído morrendo: ai, que essa dor!

Que essa dor nos jornais da matina
me consome em completa maldade!

eu que, todavia, dou vário ganho
e perco nas entranhas da vida,
não me canso das velas
e ainda choro, é, não tenho mesmo
porquê querer tanto.

sábado, 31 de outubro de 2009

Entrada.



eis que surge um grupo de pogonóforos,
experimentalistas por lei, eis que urge
na pátria da poética literatos turvos

que se humedece todo o chão de triste
e esporádica agonia, nas táteis de vênus
eis que surgem ninfetas e salamandras

renasçendo na liga dos frutos perdidos
e a bebida que os grita é o mantra do dia,
logo, eis que surgem os loucos
e desvairados

da noite pro dia, ante ainda de tragar
a primeira taça, na tasca mais fria,
sem eletricidade, todavia,
na casa mais erótica da virada

no câncer irrecuperável do amor de amante,
na segurança maléfica de um restrito sempiterno,
mas, sim, eis que surgem planos noviços
cheirando a terra de literatura e vinho.