Plenitude D'Amour
Desnudos tenores, ternuras desentendidas
Submundo sombrio, sombrio mundo
Mundo-submundo, sombrio subentendido
Ma cherrie,
Glória, horror e descaso
Na escuridão, cegos cantam
Na claridade, mudos enxergam
A felicidade chega a ti.
Sobrecai a queda palpitante
Decai o coração ardente
A tristeza e a sua vontade
A felicidade e a anti-pontualidade
A estrada e uma flor
O jardim das epopéias.
Salientes, carnudos, prazerosos
Um toque de mãos, um fechar de olhos esperançosos
O teu semblante perfeito
Reflete a corrida à tristeza.
Sinceridade ou fraqueza?
A espera eterna (com enfoque do belzebu)
Gélidos olhos, louca perversão
Possibilidade de travessura
A Travessura da possessão
Posse da repreensão.
Repreende minha postura.
Argüindo sobre a depravação.
Um último sorriso, despreende-se como poeira ao chão.
(T.)
sexta-feira, 23 de março de 2007
quarta-feira, 21 de março de 2007
Não tente se conter
desse vício que te abraça
desse sol que te esmaga
essa virtude que te tenta.
Não tente me entender
das minhas diversas loucuras
nessas minhas sortidas ternuras
que dilaceram-se entre sentimentos.
Não tente escrever certo
nesse papel que lhes dão errado
nessa poesia em mim perdida
abatida em vãs melodias.
Não tente se viver
com um amor tão reprimido
esse choro tão contido...
em um samba totalmente no escuro.
desse vício que te abraça
desse sol que te esmaga
essa virtude que te tenta.
Não tente me entender
das minhas diversas loucuras
nessas minhas sortidas ternuras
que dilaceram-se entre sentimentos.
Não tente escrever certo
nesse papel que lhes dão errado
nessa poesia em mim perdida
abatida em vãs melodias.
Não tente se viver
com um amor tão reprimido
esse choro tão contido...
em um samba totalmente no escuro.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Carnaval dos Pecados
e, num passeio rotineiro pela noite,
você me encontra caido ao chão.
um bêbado ao léu.
"cara, que jovem perdido!"
isso tudo enche a tua cabeça e você volta para a sua casa de porcelana
para coçar o teu saco feito de ouro.
outro dia, lá está você a caminhar lentamente pela praça e, na escuridão da noite, volta a me encontrar chapado deitado em um banco.
"mas que merda de garoto perdido!"
então você deixa toda essa porcaria de lado
e, novamente, volta para a sua casa linda e arrumada.
semanas depois, ao passear pela cidade
desfilando com suas novas roupas de seda pura,
você me encontra andando acompanhado
de lindas vadias.
"mas que cara porco!"
e, após virar sua cara mais uma vez, você volta para a sua vida
confortável e chata.
não direi para você não se preocupar.
isso porque a cada vez que você me encontrar na rua
eu estarei pior e pior,
na plena decadência da minha espécie.
vivendo rápido e cruamente.
vivendo a minha juventude perdida,
o meu inferno.
e pior a cada dia, eu sobrevivo na sarjeta.
porém, não matenha a sua fé, meu querido.
não pense que um dia você vai rir da minha cara.
porque até lá, já terei vivido o suficiente
para ter morrido de overdose.
overdose da noite.
porque toda essa merda me excita,
e eu gosto dessa minha vida excitante.
eu aproveito cada dia do meu carnaval dos pecados.
(T.)
e, num passeio rotineiro pela noite,
você me encontra caido ao chão.
um bêbado ao léu.
"cara, que jovem perdido!"
isso tudo enche a tua cabeça e você volta para a sua casa de porcelana
para coçar o teu saco feito de ouro.
outro dia, lá está você a caminhar lentamente pela praça e, na escuridão da noite, volta a me encontrar chapado deitado em um banco.
"mas que merda de garoto perdido!"
então você deixa toda essa porcaria de lado
e, novamente, volta para a sua casa linda e arrumada.
semanas depois, ao passear pela cidade
desfilando com suas novas roupas de seda pura,
você me encontra andando acompanhado
de lindas vadias.
"mas que cara porco!"
e, após virar sua cara mais uma vez, você volta para a sua vida
confortável e chata.
não direi para você não se preocupar.
isso porque a cada vez que você me encontrar na rua
eu estarei pior e pior,
na plena decadência da minha espécie.
vivendo rápido e cruamente.
vivendo a minha juventude perdida,
o meu inferno.
e pior a cada dia, eu sobrevivo na sarjeta.
porém, não matenha a sua fé, meu querido.
não pense que um dia você vai rir da minha cara.
porque até lá, já terei vivido o suficiente
para ter morrido de overdose.
overdose da noite.
porque toda essa merda me excita,
e eu gosto dessa minha vida excitante.
eu aproveito cada dia do meu carnaval dos pecados.
(T.)
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Sem seguir viagens
e sem esbarrar por fronteiras.
Vivendo, aprendendo e se fodendo.
Queira você ou não queira.
Sem sentir quando pisei nos espinhos,
a vida é uma vida de vai e vem
e quem quer ir por outros caminhos...
faças que convém!
Sem vir com essa de não ser impetuoso
se errarmos no caminho, perdão a Deus.
Que Ele sim é piedoso.
E se no caminho eu passar mal?
Não importa! Sabe oque eu quero?
I want it all, and I want it NOW!
sábado, 17 de fevereiro de 2007
O amor é algo esplêndido,
O amor é como oxigênio,
Nós sorrimos e choramos,
Vivemos e morremos pelo amor.
De que vale um coração intacto,
Sem nunca ter sofrido por amor?
De que vale uma vida tranquila
Sem o sabor de um beijo por amor?
De que vale sorrir e fingir,
Sem lutar e tropeçar e cair
E tentar ser feliz?
Eu sou amor da cabeça aos pés.
Eu sou sofrimento e felicidade,
Eu sou a entrega e a coragem,
Eu sou a certeza de que segui a vontade do meu coração.
E isso é viver.
Isso é a liberdade.
(T.)
O amor é como oxigênio,
Nós sorrimos e choramos,
Vivemos e morremos pelo amor.
De que vale um coração intacto,
Sem nunca ter sofrido por amor?
De que vale uma vida tranquila
Sem o sabor de um beijo por amor?
De que vale sorrir e fingir,
Sem lutar e tropeçar e cair
E tentar ser feliz?
Eu sou amor da cabeça aos pés.
Eu sou sofrimento e felicidade,
Eu sou a entrega e a coragem,
Eu sou a certeza de que segui a vontade do meu coração.
E isso é viver.
Isso é a liberdade.
(T.)
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