Aluga-se um coração.
Um coração doente de nascença,
Saudável de doença.
Enjoado de viver,
Louco pelo prazer.
Um coração cansado de política,
Dotado de veia artística.
Com uma aorta etílica
E uma veia sádica.
Um coração assim como os outros,
que bate em ritmo solto.
Desmedido, comedido e remediado.
Junto, solto, agarrado e separado.
Um coração assim bobo e sagaz,
De baixo custo e fugás.
Que duro dure mais alguns anos
Bombeando esse sangue desengano.
E se você quiser locar,
Pode ficar à vontade.
É pegar, levar e ficar.
Depois é morrer de saudade.
domingo, 3 de agosto de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Solilóquio
Pois que me escutem ao clamar!
Eu, prole da poética esfaimada,
Não sou âmago de arrimo algum.
Nem solicito a aprovação sólida,
Fumada de súbito, sem adorno;
Ao que já é tempo de desandar.
E a sonsice do cultuador alheio,
É demais sonífera; que inércia!
Que demasia rasteira terráquea.
E o bravio destronado e torto,
Sem anjos, nem demônios astutos,
Já é o conjunto anverso ao ser.
T.
Terça-feira, 17 de Junho de 2008.
Pois que me escutem ao clamar!
Eu, prole da poética esfaimada,
Não sou âmago de arrimo algum.
Nem solicito a aprovação sólida,
Fumada de súbito, sem adorno;
Ao que já é tempo de desandar.
E a sonsice do cultuador alheio,
É demais sonífera; que inércia!
Que demasia rasteira terráquea.
E o bravio destronado e torto,
Sem anjos, nem demônios astutos,
Já é o conjunto anverso ao ser.
T.
Terça-feira, 17 de Junho de 2008.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Babélico IV (Quadro de Poemas)
XIII
Tropel
Lá está a Cidade do Salvador;
Aos deleites de saborosa febre.
Mas ultraje seria o lesco-lesco,
Da já tropelia dos salvos irmãos.
Ainda de chuvas penosas aquém,
De travessuras audazes e vis;
Daquela poética que se desfia,
Excitada em quaisquer transtornos.
T.
17 de Junho, 2008.
Às 16h47min.
XIV
Flâmula
Este é o lábaro dos insultuosos!
Dos Folhetins Negros e apaixonados;
Da virtude negligente e nababesca.
E despejar de toda finada liturgia.
Entre os cúmplices do arcaico vinho;
De papiros aguerridos e crestados,
Há ainda toda labareda de outrora,
Pois antegozo é só, fronte à Escuridão.
T.
17 de Junho de 2008.
Às 17h02min.
XV
Virtude Púrpura
Eu embebo meu frontíspício,
De todo meu cônscio decair;
Há - de todos sabores - cá!
Toda esta policromia ardil.
Não por ser de arcaísmo vil,
Ou de modernismo em decúbito,
Mas da Tribo que é por étimo.
T.
17 de Junho de 2008.
Às 17h12min.
XVI
Esconjuro
A biblioteca dos vulpinos;
Fértil de euforias nocivas,
Em que o derruir estilístico,
Habita, enfim, todo alvorecer.
Convescote de sabores mútuos,
No descair do empeno empírico,
A cada desatino que convidativo.
T.
17 de Junho de 2008.
Às 17h28min.
XIII
Tropel
Lá está a Cidade do Salvador;
Aos deleites de saborosa febre.
Mas ultraje seria o lesco-lesco,
Da já tropelia dos salvos irmãos.
Ainda de chuvas penosas aquém,
De travessuras audazes e vis;
Daquela poética que se desfia,
Excitada em quaisquer transtornos.
T.
17 de Junho, 2008.
Às 16h47min.
XIV
Flâmula
Este é o lábaro dos insultuosos!
Dos Folhetins Negros e apaixonados;
Da virtude negligente e nababesca.
E despejar de toda finada liturgia.
Entre os cúmplices do arcaico vinho;
De papiros aguerridos e crestados,
Há ainda toda labareda de outrora,
Pois antegozo é só, fronte à Escuridão.
T.
17 de Junho de 2008.
Às 17h02min.
XV
Virtude Púrpura
Eu embebo meu frontíspício,
De todo meu cônscio decair;
Há - de todos sabores - cá!
Toda esta policromia ardil.
Não por ser de arcaísmo vil,
Ou de modernismo em decúbito,
Mas da Tribo que é por étimo.
T.
17 de Junho de 2008.
Às 17h12min.
XVI
Esconjuro
A biblioteca dos vulpinos;
Fértil de euforias nocivas,
Em que o derruir estilístico,
Habita, enfim, todo alvorecer.
Convescote de sabores mútuos,
No descair do empeno empírico,
A cada desatino que convidativo.
T.
17 de Junho de 2008.
Às 17h28min.
domingo, 22 de junho de 2008
Lindas, as nuvens no céu
Praguejam-me dúvidas.
Aqui, em terra, eu
Cheio de dívidas.
O sol se põe, intransigente
E sem culpa alguma.
Eu me escondo, em minha mente
Com uma condenação nua e crua.
Dormem os médicos, cansados.
Morrem os pacientes, descuidados.
Descuidam-se que viver já dói.
Aparece-me uma alergia contagiosa
Junto a uma melancolia venéfica.
Todos morrem um dia, seu crápula
[tu, vives mais um.
Praguejam-me dúvidas.
Aqui, em terra, eu
Cheio de dívidas.
O sol se põe, intransigente
E sem culpa alguma.
Eu me escondo, em minha mente
Com uma condenação nua e crua.
Dormem os médicos, cansados.
Morrem os pacientes, descuidados.
Descuidam-se que viver já dói.
Aparece-me uma alergia contagiosa
Junto a uma melancolia venéfica.
Todos morrem um dia, seu crápula
[tu, vives mais um.
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