Sinto, meu bem,
Por te ter em pecado.
Melhor perdurar entre um laço
Que roubar de outro meu doce regaço.
E essa doce luxúria,
Que agora te cerca
Não vive sem brechas
Não acha moradas desertas.
Por pior que seja a dor
De outrem que se ache aqui
Não é maior que o prazer que sinto
Ao ficar, vendo-te partir.
Ao meio se faz
O que já não era inteiro.
E no meu peito se traz
Algo infértil, putrefeito.
De amor ou suor,
Em visto que não é lama,
Atende o prazer da chama
De quem agora consola o teu drama.
[AMA!
Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Degolo-te todo o prazer em sangue vivo.
Estupro-te a vontade outr'ora sonegada.
Dá-me o que me há de ser
Apenas um bibellot fruto do teu prazer.
Usufruo das tuas pele, boca e alma.
E quando já sinto tocando em mim os teus pêlos
É que me consome uma leve calma
Que transtorna o mais prazeroso desespero.
Concubina dos meus maiores delírios!
Cortesã do meu mais sórdido membro!
Qual preço que cobras por ser eu
Teu possuidor mais honrado e intenso.
Vexa-me as calças desde o momento em que as uso
E em ti não deixo vestes de lã ou veludo,
Senão tuas tímidas auréolas que - anodinamente
Tentam esconder os teus mamilos de minha mente.
Quando parece, o suor, nos consumir por completo
Ainda há entre teu ventre outro fluido mais discreto
Qual acalma por um segundo nossos instintos insanos
Mas logo rasgam-se os nossos corpos - em fogo brando.
Estupro-te a vontade outr'ora sonegada.
Dá-me o que me há de ser
Apenas um bibellot fruto do teu prazer.
Usufruo das tuas pele, boca e alma.
E quando já sinto tocando em mim os teus pêlos
É que me consome uma leve calma
Que transtorna o mais prazeroso desespero.
Concubina dos meus maiores delírios!
Cortesã do meu mais sórdido membro!
Qual preço que cobras por ser eu
Teu possuidor mais honrado e intenso.
Vexa-me as calças desde o momento em que as uso
E em ti não deixo vestes de lã ou veludo,
Senão tuas tímidas auréolas que - anodinamente
Tentam esconder os teus mamilos de minha mente.
Quando parece, o suor, nos consumir por completo
Ainda há entre teu ventre outro fluido mais discreto
Qual acalma por um segundo nossos instintos insanos
Mas logo rasgam-se os nossos corpos - em fogo brando.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Obsceno
Chamais-me viciado, pois por todo o
Dia estudo a mim mesmo - e fumo!
Pois acordo-me e subo as escadas
Da forca; e lá abro um livro branco,
E vos leio palavras não-escritas.
Clamais-me viciado, porque em ter
Uma cigarrilha aos lábios, estudo
Poesias; traduzo poesias e não ensino a poesia.
Porque bebo do álcool vulcão que jorra,
Derreto à chama do tesão e volúpia,
E, de entre gotas, estudo, interpreto
E crio a ciência.
Chamais-me viciado, porque uivo;
E grito ao caos; viva noite!
E caminho e furto ao caos.
Viciado rogais-me vós,
E odiais-me as mãos femininas,
Ou a serenidade viril, não paz!
Vivo e crio e destruo e experimento.
Vagueio às sombras das épocas
E não vos temo, bocas aflitas;
Sou o próprio tóxico a desintegrar
A cura falsa da perfidez pública,
E esoterismo da repetição eterna,
Publico a morte em vida,
E toco-me em vida, em morte;
Odeio-me assim tanto e amo a mim,
E não creio o bom, nem o mau;
Nem litigo a inconsistência do ser.
Odiais-me vós já que meu vestido é negro,
E a minha dor e o meu amor, versos sujos;
Que decaem e me jorram unidos,
Do meu próprio ser que lhes é,
No sangue em delírio, também negro.
Cuspi-me, pois que sou puta moderna,
Que rende, prova e odeia o mundo,
E, indiferente, vos abre as pernas.
T.
Segunda-feira, 6 de outubro de 2008.
Chamais-me viciado, pois por todo o
Dia estudo a mim mesmo - e fumo!
Pois acordo-me e subo as escadas
Da forca; e lá abro um livro branco,
E vos leio palavras não-escritas.
Clamais-me viciado, porque em ter
Uma cigarrilha aos lábios, estudo
Poesias; traduzo poesias e não ensino a poesia.
Porque bebo do álcool vulcão que jorra,
Derreto à chama do tesão e volúpia,
E, de entre gotas, estudo, interpreto
E crio a ciência.
Chamais-me viciado, porque uivo;
E grito ao caos; viva noite!
E caminho e furto ao caos.
Viciado rogais-me vós,
E odiais-me as mãos femininas,
Ou a serenidade viril, não paz!
Vivo e crio e destruo e experimento.
Vagueio às sombras das épocas
E não vos temo, bocas aflitas;
Sou o próprio tóxico a desintegrar
A cura falsa da perfidez pública,
E esoterismo da repetição eterna,
Publico a morte em vida,
E toco-me em vida, em morte;
Odeio-me assim tanto e amo a mim,
E não creio o bom, nem o mau;
Nem litigo a inconsistência do ser.
Odiais-me vós já que meu vestido é negro,
E a minha dor e o meu amor, versos sujos;
Que decaem e me jorram unidos,
Do meu próprio ser que lhes é,
No sangue em delírio, também negro.
Cuspi-me, pois que sou puta moderna,
Que rende, prova e odeia o mundo,
E, indiferente, vos abre as pernas.
T.
Segunda-feira, 6 de outubro de 2008.
sábado, 4 de outubro de 2008
Experimento-te, complexidade das épocas.
Vivo, pois, numa época vagabunda!
De vielas mais civilizadas, e assaz
Imundas, enlouquecidas, e primatas.
Meu lar à meia-noite numa rua turva.
O privilégio daquela geração larva,
Vem sombrear-se no conselho alheio,
E alucinar lágrimas da deriva fatal
Em piscar o olho por associar seu
[delirante préstimo de História...
Eu sou o fim disso; e de tudo mais.
Estou ao fio de vosso lamento, sim!
Sou a tormenta do beijo que liberta,
[quando se faz, em prévio ver...
Tenho todas as faces da experiência,
E do tempo que transborda da taça,
Deslizando pelas minhas mãos magras,
[de meu sentimento prostituta...
T.
Sábado, 4 de Outubro de 2008.
Vivo, pois, numa época vagabunda!
De vielas mais civilizadas, e assaz
Imundas, enlouquecidas, e primatas.
Meu lar à meia-noite numa rua turva.
O privilégio daquela geração larva,
Vem sombrear-se no conselho alheio,
E alucinar lágrimas da deriva fatal
Em piscar o olho por associar seu
[delirante préstimo de História...
Eu sou o fim disso; e de tudo mais.
Estou ao fio de vosso lamento, sim!
Sou a tormenta do beijo que liberta,
[quando se faz, em prévio ver...
Tenho todas as faces da experiência,
E do tempo que transborda da taça,
Deslizando pelas minhas mãos magras,
[de meu sentimento prostituta...
T.
Sábado, 4 de Outubro de 2008.
sábado, 6 de setembro de 2008
Estou namorando
Com as minhas lembranças
Pena é não poder tocá-las,
Como fazem as crianças.
As crianças tocam os seus sonhos
Com brinquedos invisíveis
Riem da verdade mais sóbria
Criam mentiras plausíveis.
Desconfiam do mais puro afago,
Crêem no ladrão da esquina
- roubando seus doces anos.
Namoro com minhas lembranças
Como uma criança que descobre seu sexo
Na mais gostosa das infâncias.
Namorado
Com as minhas lembranças
Pena é não poder tocá-las,
Como fazem as crianças.
As crianças tocam os seus sonhos
Com brinquedos invisíveis
Riem da verdade mais sóbria
Criam mentiras plausíveis.
Desconfiam do mais puro afago,
Crêem no ladrão da esquina
- roubando seus doces anos.
Namoro com minhas lembranças
Como uma criança que descobre seu sexo
Na mais gostosa das infâncias.
Namorado
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