sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Eu gosto quando teus olhos tocam
a luz que vem de deus. Do teu olhar,
lacrimoso, rimando o caminho do céu.
De teu vestido, quase nu, quando o vestes.
Eu posso sentir todo o calor de tuas mãos
até quando elas vivificam corpos alheios.
E sentir o roçar de macio seio quando tocam,
mãos de outro homem, algo que tanto anseio.
Mas serão somente minhas, as tuas meninas.
E sob essas d'ouradas madeixas hei de ter eu
meu doce acalento. Como um pastor que volta
ao rebanho saudoso, em fim de um dia frutífero.
E ao recebê-lo, a esposa, com os mais suculentos
mamilos de belo animal. Que vive, reproduz
e morre sem igual - não há outro mais belo
que use saias e saiba portar-se dama.
Oh! Qual dama de minhas quiméricas liras.
O teu busto em minha mente é fogo vivo
que arde em todo e em tudo que é em mim.
Faz arder também a centelha do amor que há
[em ti.
Aos olhos teus II
a luz que vem de deus. Do teu olhar,
lacrimoso, rimando o caminho do céu.
De teu vestido, quase nu, quando o vestes.
Eu posso sentir todo o calor de tuas mãos
até quando elas vivificam corpos alheios.
E sentir o roçar de macio seio quando tocam,
mãos de outro homem, algo que tanto anseio.
Mas serão somente minhas, as tuas meninas.
E sob essas d'ouradas madeixas hei de ter eu
meu doce acalento. Como um pastor que volta
ao rebanho saudoso, em fim de um dia frutífero.
E ao recebê-lo, a esposa, com os mais suculentos
mamilos de belo animal. Que vive, reproduz
e morre sem igual - não há outro mais belo
que use saias e saiba portar-se dama.
Oh! Qual dama de minhas quiméricas liras.
O teu busto em minha mente é fogo vivo
que arde em todo e em tudo que é em mim.
Faz arder também a centelha do amor que há
[em ti.
Aos olhos teus II
domingo, 1 de novembro de 2009
De!
A vida corriqueira é que me abomina
e os vales que andam estas praças
gritando mares de saudades,
até me animam, ai que loucura,
com a lacuna aberta e sangrando no peito,
até que me animam, aberta e sangrando
de um triste moço, muito triste mancebo,
derruba tantos postes na esquina
e grita: que merda de amor!
que loucura de ritmo!
e caído morrendo: ai, que essa dor!
Que essa dor nos jornais da matina
me consome em completa maldade!
eu que, todavia, dou vário ganho
e perco nas entranhas da vida,
não me canso das velas
e ainda choro, é, não tenho mesmo
porquê querer tanto.
A vida corriqueira é que me abomina
e os vales que andam estas praças
gritando mares de saudades,
até me animam, ai que loucura,
com a lacuna aberta e sangrando no peito,
até que me animam, aberta e sangrando
de um triste moço, muito triste mancebo,
derruba tantos postes na esquina
e grita: que merda de amor!
que loucura de ritmo!
e caído morrendo: ai, que essa dor!
Que essa dor nos jornais da matina
me consome em completa maldade!
eu que, todavia, dou vário ganho
e perco nas entranhas da vida,
não me canso das velas
e ainda choro, é, não tenho mesmo
porquê querer tanto.
Não é inspiração,
minhas póstumas saudades.
É, em verdade, mais alucinação
que desejo de reviver o passado.
Não é de completo falsidade,
essa indiferença que vive cá.
É simples ineficácia em palavra,
tomada em referência ao humano.
Impossível é continuar.
Possível é fazer esse impossível.
Devo prosseguir ou cessar?
Já, de fato, deveria tê-lo feito
[d'antes.
- de a loucura atormentar o juízo
- de o sêmen fecundar-lhe o óvulo
- de o amor não querer-me vivo
- de a doçura se transformar em ódio.
Aos olhos teus
- se imprescinde um título.
minhas póstumas saudades.
É, em verdade, mais alucinação
que desejo de reviver o passado.
Não é de completo falsidade,
essa indiferença que vive cá.
É simples ineficácia em palavra,
tomada em referência ao humano.
Impossível é continuar.
Possível é fazer esse impossível.
Devo prosseguir ou cessar?
Já, de fato, deveria tê-lo feito
[d'antes.
- de a loucura atormentar o juízo
- de o sêmen fecundar-lhe o óvulo
- de o amor não querer-me vivo
- de a doçura se transformar em ódio.
Aos olhos teus
- se imprescinde um título.
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