Livrei-me de ti, ingratidão,
pois o amor mais bonito do mundo
não cabe na palma de tua mão.
Livrei-me de ti, presunção,
que me queres de todo um só
sob as tuas asas da solidão.
Estou livre, amargura do amor a dois,
assina agora este tratado de soltura
e manda-me à puta que pariu.
Desvencilha da tua mais egoísta paixão
os meus deletérios atos de promiscuidade
que praticamos, os dois, a sós.
Por fim, acorrenta-me novamente
em teu pecaminoso ventre
que só ele me conduz à vida eterna.
Salvando-me da Insanidade da Minha Mente
sexta-feira, 20 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Ah, vida ingrata.
Que me deixa esperando
- depois, só pra me matar.
Que em mim se esvai.
Ah, vida de enganos.
Que a cada dia tenho menos
- digo, a cada dia que vivo mais.
Que nasce pra expirar.
Ah, vida maravilhosa
com sua crueldade mais impiedosa.
Com suas mulheres, muito vivas
- muitas, muito gostosas.
Ah, vida milagrosa.
Que se deixa por querer mais
viver, amar, pedir demais
dos meus 21 anos atrás.
Não é viva esta palavra.
Não é morta esta peleja.
Não é alívio, nem sofrimento.
Não é felicidade, nem tristeza.
Que me deixa esperando
- depois, só pra me matar.
Que em mim se esvai.
Ah, vida de enganos.
Que a cada dia tenho menos
- digo, a cada dia que vivo mais.
Que nasce pra expirar.
Ah, vida maravilhosa
com sua crueldade mais impiedosa.
Com suas mulheres, muito vivas
- muitas, muito gostosas.
Ah, vida milagrosa.
Que se deixa por querer mais
viver, amar, pedir demais
dos meus 21 anos atrás.
Não é viva esta palavra.
Não é morta esta peleja.
Não é alívio, nem sofrimento.
Não é felicidade, nem tristeza.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
As vozes
às aspas
as vezes
assolam
as vozes
alheias.
Cantando,
soando,
suando,
matando.
Transando,
um a um,
desvarios
da vida.
Espaços
esparsos
aos passos
dos laços
dos nossos
amassos.
Querendo,
doendo,
gemendo,
recebendo.
Enternecendo,
dois a dois,
vandalismos
do homem.
A anágua
desagua
nas águas
tuas ancas
morenas
sem mágoas.
Saindo,
sorrindo,
caindo,
subindo.
Colorindo,
por si só,
alvinegro sorriso
meu.
Carente Cadência
às aspas
as vezes
assolam
as vozes
alheias.
Cantando,
soando,
suando,
matando.
Transando,
um a um,
desvarios
da vida.
Espaços
esparsos
aos passos
dos laços
dos nossos
amassos.
Querendo,
doendo,
gemendo,
recebendo.
Enternecendo,
dois a dois,
vandalismos
do homem.
A anágua
desagua
nas águas
tuas ancas
morenas
sem mágoas.
Saindo,
sorrindo,
caindo,
subindo.
Colorindo,
por si só,
alvinegro sorriso
meu.
Carente Cadência
terça-feira, 12 de abril de 2011
Que lhe dirão os galantes ventos
ao rondar-lhe os lindos cabelos?
Serão mais sublimes seus intentos
que estes versos que eu cá ensejo?
Saberão os canários cantar-lhe as mil formosuras
ou de todo se perderá o som do matinal elogio?
Quiçá, ao avistar da minha dama tamanha ternura,
os pássaros se vexem e não soltem do bico um pio.
Temo que nem mesmo o deus sol digno seja
de ter-lhe, sobre a pele fina, seus raios.
Pois alguém quem até o próprio Zeus deseja
não se pode manter sob cuidado dos lacaios.
Vênus, de certo, irá jurar-lhe vingança
quando se der conta de tamanha singeleza:
vive junto aos humanos uma bela criança
capaz de destituir-lhe a hegemônica beleza.
Mas o teu nobre seio que a todos encanta
que, com mesmo feitiço, tem-me subjugado
há de fazer do Olimpo tua mais nova manta
e do humano mais inocente um vil condenado.
Ode ao Amor Platônico
ao rondar-lhe os lindos cabelos?
Serão mais sublimes seus intentos
que estes versos que eu cá ensejo?
Saberão os canários cantar-lhe as mil formosuras
ou de todo se perderá o som do matinal elogio?
Quiçá, ao avistar da minha dama tamanha ternura,
os pássaros se vexem e não soltem do bico um pio.
Temo que nem mesmo o deus sol digno seja
de ter-lhe, sobre a pele fina, seus raios.
Pois alguém quem até o próprio Zeus deseja
não se pode manter sob cuidado dos lacaios.
Vênus, de certo, irá jurar-lhe vingança
quando se der conta de tamanha singeleza:
vive junto aos humanos uma bela criança
capaz de destituir-lhe a hegemônica beleza.
Mas o teu nobre seio que a todos encanta
que, com mesmo feitiço, tem-me subjugado
há de fazer do Olimpo tua mais nova manta
e do humano mais inocente um vil condenado.
Ode ao Amor Platônico
sábado, 2 de abril de 2011
Que porra nenhuma.
Você quer é nádegas.
E são o que eu quero também
além de peitos e bocetas
e além de todo o além.
Você quer é viajar feito louco.
Mas não pode, humano, não.
Por que você é de carne e osso
e não tem as receitas para sair
desse corpo monte de merda insosso.
Só sabe ficar assim, sábio,
assim esbelto e assim culto.
Nunca sentirá a alegria de um puto
ao entrar n'um cabaré e refletir,
entre bebidas e bocetas,
o sentido da vida.
Não sabe dar sentido a nada.
Por que tem tudo: não valem a pena
as garotas românticas que se despem
em cada pêlo excitado de seus corpos
às suas idiossincrasias e seus sensos
de achar que diz algo que preste, de censor.
Pois 'inda digo que mais vale
ter a confiança de todas as piores
doenças venéreas alheias a ter em si
o crédito de ser teu amigo, amigo.
Você é, das desgraças, a maior de todas.
Contenta-te!
[9 de Dezembro de 2010 ~ 22:58h]
Você quer é nádegas.
E são o que eu quero também
além de peitos e bocetas
e além de todo o além.
Você quer é viajar feito louco.
Mas não pode, humano, não.
Por que você é de carne e osso
e não tem as receitas para sair
desse corpo monte de merda insosso.
Só sabe ficar assim, sábio,
assim esbelto e assim culto.
Nunca sentirá a alegria de um puto
ao entrar n'um cabaré e refletir,
entre bebidas e bocetas,
o sentido da vida.
Não sabe dar sentido a nada.
Por que tem tudo: não valem a pena
as garotas românticas que se despem
em cada pêlo excitado de seus corpos
às suas idiossincrasias e seus sensos
de achar que diz algo que preste, de censor.
Pois 'inda digo que mais vale
ter a confiança de todas as piores
doenças venéreas alheias a ter em si
o crédito de ser teu amigo, amigo.
Você é, das desgraças, a maior de todas.
Contenta-te!
[9 de Dezembro de 2010 ~ 22:58h]
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