quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Suas vestes não mentem
elas falam o que sentem
e querem seu corpo esconder
Os meus olhos não desmentem
o que minha boca indolente
insiste em vão lhe dizer
Tu és tudo o que pretendes
e és ainda mais indecente
pois em tudo isso me dá prazer
Mas algo mais me descontenta
que sempre o que a gente tenta
eu vou ser sem ter você.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Jogo o copo pra cima
e faço a rima.
Jogo a birita pro lado
eu sou honrado
um rato
um prato
um acabado.
Jogo o corpo pro alto
tô muito alto.
Jogo a cabeça de baixo
pro meu sapato
no mato
no espaço
no descampado.
Olho pro lado do outro
o riso é solto.
Olho pra cima por baixo
eu sou tarado
um trapo
um forte
um fraco.
Sonho e acordo calado
só assustado.
Durmo mais um bocado
por pura teimosia
pelo dia
pela noite
pela euforia.
Finjo o que sou de fato
e endoideço.
Sou o que eu finjo no ato
depois estremeço
um orgasmo
um pleonasmo
um termostato.
Amo quem digo que amo
eu só inflamo.
Amo que digam que amam
à pura chama
da cama
do drama
do programa.
Escrevo o que vem no eixo
do cerebelo.
Transcrevo coerentes mentiras
só pelo clima
de cima
da menina
na esquina.
Viver é Bom
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Querer-te é um egano!
Como peca o meu peito
ao agir só de deleito
a alguém que é tão profano.
Condena-te também ao ignorar
a súplica de outro pecador
assim a ti tão semelhante
que vive às tuas pernas cobiçar.
Vamos ao inferno - meu anjo destituído!
Levemos conosco a chama do sagrado
amor que à tua vulva tenho tanto venerado
e não deixemos que escape à sua culpa Culpido.
Caminhemos desnudos por entre as chamas eternas
e ao ardor do meu semblante tuas pernas não encerres
que assim lhe levarei o calvário da tua condenação
decretada por neste mundo humano ter a mim condenado.
Como peca o meu peito
ao agir só de deleito
a alguém que é tão profano.
Condena-te também ao ignorar
a súplica de outro pecador
assim a ti tão semelhante
que vive às tuas pernas cobiçar.
Vamos ao inferno - meu anjo destituído!
Levemos conosco a chama do sagrado
amor que à tua vulva tenho tanto venerado
e não deixemos que escape à sua culpa Culpido.
Caminhemos desnudos por entre as chamas eternas
e ao ardor do meu semblante tuas pernas não encerres
que assim lhe levarei o calvário da tua condenação
decretada por neste mundo humano ter a mim condenado.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Sou perverso, sujo e escroto
- bem mais que podes imaginar,
bem pior que o lixo no esgoto
e também mais mal cheiroso.
Pecaminoso, insensato, pervertido
como tudo aquilo que fazes
em tua mente putrefata
e não queres jamais ter exibido.
Sou estas palavras mesmo
e elas são todas reais
como a rima mais fodida que existe
e todas essas outras banais.
Não tema a verdade que ela não há de fazer
doer a tua carne insossa e já moribunda.
Que a dor é privilégio daqueles que estão por dentro
do real significado da vida
[e ele é tão pútrido quanto eu.
- bem mais que podes imaginar,
bem pior que o lixo no esgoto
e também mais mal cheiroso.
Pecaminoso, insensato, pervertido
como tudo aquilo que fazes
em tua mente putrefata
e não queres jamais ter exibido.
Sou estas palavras mesmo
e elas são todas reais
como a rima mais fodida que existe
e todas essas outras banais.
Não tema a verdade que ela não há de fazer
doer a tua carne insossa e já moribunda.
Que a dor é privilégio daqueles que estão por dentro
do real significado da vida
[e ele é tão pútrido quanto eu.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Quisera ser um dos teus senhores
e com mil açoites afugentar calados
aqueles todos verbos desraigados
que com lamúria formam meus temores.
Quisera ser uma de tuas vestes
para por desvelo te despir inteira
e alimentar desnudo sobre a cabeceira
aqueles pecados que 'inda não fizestes.
Quisera eu ter o dom das preces
para que me ouvisse a deusa da agonia
e deixasse de pairar sobre mim dia a dia
a maldição da vulva que 'inda não me destes.
Quisera eu possuir-te mais que te querer
- em vingança de tantos anos descomovidos,
em menção de meus testículos doloridos -
somente para depois te descomprazer
[e descomer por entre m'as outras vadias.
e com mil açoites afugentar calados
aqueles todos verbos desraigados
que com lamúria formam meus temores.
Quisera ser uma de tuas vestes
para por desvelo te despir inteira
e alimentar desnudo sobre a cabeceira
aqueles pecados que 'inda não fizestes.
Quisera eu ter o dom das preces
para que me ouvisse a deusa da agonia
e deixasse de pairar sobre mim dia a dia
a maldição da vulva que 'inda não me destes.
Quisera eu possuir-te mais que te querer
- em vingança de tantos anos descomovidos,
em menção de meus testículos doloridos -
somente para depois te descomprazer
[e descomer por entre m'as outras vadias.
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