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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Carnaval dos Pecados

e, num passeio rotineiro pela noite,
você me encontra caido ao chão.
um bêbado ao léu.
"cara, que jovem perdido!"
isso tudo enche a tua cabeça e você volta para a sua casa de porcelana
para coçar o teu saco feito de ouro.

outro dia, lá está você a caminhar lentamente pela praça e, na escuridão da noite, volta a me encontrar chapado deitado em um banco.
"mas que merda de garoto perdido!"
então você deixa toda essa porcaria de lado
e, novamente, volta para a sua casa linda e arrumada.

semanas depois, ao passear pela cidade
desfilando com suas novas roupas de seda pura,
você me encontra andando acompanhado
de lindas vadias.
"mas que cara porco!"
e, após virar sua cara mais uma vez, você volta para a sua vida
confortável e chata.

não direi para você não se preocupar.
isso porque a cada vez que você me encontrar na rua
eu estarei pior e pior,
na plena decadência da minha espécie.
vivendo rápido e cruamente.
vivendo a minha juventude perdida,
o meu inferno.
e pior a cada dia, eu sobrevivo na sarjeta.
porém, não matenha a sua fé, meu querido.
não pense que um dia você vai rir da minha cara.
porque até lá, já terei vivido o suficiente
para ter morrido de overdose.
overdose da noite.

porque toda essa merda me excita,
e eu gosto dessa minha vida excitante.
eu aproveito cada dia do meu carnaval dos pecados.

(Thacle de Souza Pinheiro)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007


Sem seguir viagens
e sem esbarrar por fronteiras.
Vivendo, aprendendo e se fodendo.
Queira você ou não queira.

Sem sentir quando pisei nos espinhos,
a vida é uma vida de vai e vem
e quem quer ir por outros caminhos...
faças que convém!

Sem vir com essa de não ser impetuoso
se errarmos no caminho, perdão a Deus.
Que Ele sim é piedoso.

E se no caminho eu passar mal?
Não importa! Sabe oque eu quero?
I want it all, and I want it NOW!

sábado, 17 de fevereiro de 2007

O amor é algo esplêndido,
O amor é como oxigênio,
Nós sorrimos e choramos,
Vivemos e morremos pelo amor.
De que vale um coração intacto,
Sem nunca ter sofrido por amor?
De que vale uma vida tranquila
Sem o sabor de um beijo por amor?
De que vale sorrir e fingir,
Sem lutar e tropeçar e cair
E tentar ser feliz?

Eu sou amor da cabeça aos pés.
Eu sou sofrimento e felicidade,
Eu sou a entrega e a coragem,
Eu sou a certeza de que segui a vontade do meu coração.
E isso é viver.
Isso é a liberdade.

(Thacle de Souza Pinheiro)