Sou perverso, sujo e escroto
- bem mais que podes imaginar,
bem pior que o lixo no esgoto
e também mais mal cheiroso.
Pecaminoso, insensato, pervertido
como tudo aquilo que fazes
em tua mente putrefata
e não queres jamais ter exibido.
Sou estas palavras mesmo
e elas são todas reais
como a rima mais fodida que existe
e todas essas outras banais.
Não tema a verdade que ela não há de fazer
doer a tua carne insossa e já moribunda.
Que a dor é privilégio daqueles que estão por dentro
do real significado da vida
[e ele é tão pútrido quanto eu.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Quisera ser um dos teus senhores
e com mil açoites afugentar calados
aqueles todos verbos desraigados
que com lamúria formam meus temores.
Quisera ser uma de tuas vestes
para por desvelo te despir inteira
e alimentar desnudo sobre a cabeceira
aqueles pecados que 'inda não fizestes.
Quisera eu ter o dom das preces
para que me ouvisse a deusa da agonia
e deixasse de pairar sobre mim dia a dia
a maldição da vulva que 'inda não me destes.
Quisera eu possuir-te mais que te querer
- em vingança de tantos anos descomovidos,
em menção de meus testículos doloridos -
somente para depois te descomprazer
[e descomer por entre m'as outras vadias.
e com mil açoites afugentar calados
aqueles todos verbos desraigados
que com lamúria formam meus temores.
Quisera ser uma de tuas vestes
para por desvelo te despir inteira
e alimentar desnudo sobre a cabeceira
aqueles pecados que 'inda não fizestes.
Quisera eu ter o dom das preces
para que me ouvisse a deusa da agonia
e deixasse de pairar sobre mim dia a dia
a maldição da vulva que 'inda não me destes.
Quisera eu possuir-te mais que te querer
- em vingança de tantos anos descomovidos,
em menção de meus testículos doloridos -
somente para depois te descomprazer
[e descomer por entre m'as outras vadias.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Os dedos cansados e
a cabeça aflita:
será mais forte quem cala
ou aquele que grita?
As trêmulas mãos
palpitam estes devaneios:
será de eterno sofrer
que padece cá este seio?
Não sentir também dói
e sentir dói mais ainda:
será que vivo mais hoje
ou tal sina se finda?
Se o compasso se vai
e as letras se esvaem num sinal
- que dirá da felicidade extrema
de terminar também neste ponto final.
a cabeça aflita:
será mais forte quem cala
ou aquele que grita?
As trêmulas mãos
palpitam estes devaneios:
será de eterno sofrer
que padece cá este seio?
Não sentir também dói
e sentir dói mais ainda:
será que vivo mais hoje
ou tal sina se finda?
Se o compasso se vai
e as letras se esvaem num sinal
- que dirá da felicidade extrema
de terminar também neste ponto final.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
É fato
é chato
é mato
é saco.
É sexo
é nexo
é conexo
é reflexo.
É solto
é pouco
é louco
é couto.
É descomido
é descingido
é descomedido
é desapercebido.
É macho
é capacho
é muchacho
é esculacho.
É fêmea
é efêmera
é blasfema
é estratagema.
É viva
é siva
é silva
é saliva.
É morta
é torta
é porta
é lorca.
É começo
é esqueço
é estremeço
é desmereço.
É fim.
é chato
é mato
é saco.
É sexo
é nexo
é conexo
é reflexo.
É solto
é pouco
é louco
é couto.
É descomido
é descingido
é descomedido
é desapercebido.
É macho
é capacho
é muchacho
é esculacho.
É fêmea
é efêmera
é blasfema
é estratagema.
É viva
é siva
é silva
é saliva.
É morta
é torta
é porta
é lorca.
É começo
é esqueço
é estremeço
é desmereço.
É fim.
sábado, 25 de junho de 2011
Te vejo nas esquinas
por onde eu ando
de vez em quando
eu te vejo.
Te vejo noutros rostos
nos meus desgostos
e mesmo sem teu rosto
eu te desejo.
Te quero nos meus braços
alheios aos meus traços
do fiel, frio e puro desespero.
Te quero em meu regaço
preso aos meus laços
que mesmo sem gostares
és meu sossego.
por onde eu ando
de vez em quando
eu te vejo.
Te vejo noutros rostos
nos meus desgostos
e mesmo sem teu rosto
eu te desejo.
Te quero nos meus braços
alheios aos meus traços
do fiel, frio e puro desespero.
Te quero em meu regaço
preso aos meus laços
que mesmo sem gostares
és meu sossego.
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