Entrada.
eis que surge um grupo de pogonóforos,
experimentalistas por lei, eis que urge
na pátria da poética literatos turvos
que se humedece todo o chão de triste
e esporádica agonia, nas táteis de vênus
eis que surgem ninfetas e salamandras
renasçendo na liga dos frutos perdidos
e a bebida que os grita é o mantra do dia,
logo, eis que surgem os loucos
e desvairados
da noite pro dia, ante ainda de tragar
a primeira taça, na tasca mais fria,
sem eletricidade, todavia,
na casa mais erótica da virada
no câncer irrecuperável do amor de amante,
na segurança maléfica de um restrito sempiterno,
mas, sim, eis que surgem planos noviços
cheirando a terra de literatura e vinho.
sábado, 31 de outubro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Meus dejavus, incessantes:
amigos de todo ódio e tédio.
Queriam-me mais triste
que já é in natura o meu ego.
Letícia, meu novo vocábulo,
nada mais é que um encanto:
não é adjetivo, não é verbo
- é só o gozo de novo canto.
Minha voz surta ao chamá-la,
todos meus queridos afetos.
As cordas roucas, desalmadas,
maculam-lhe a rubra face
- em puro sinal orgástico.
Não gastaria, no entanto,
meu sêmem a fecundar-lhe
as mais críticas carícias
quais abriga sua tímida vulva.
amigos de todo ódio e tédio.
Queriam-me mais triste
que já é in natura o meu ego.
Letícia, meu novo vocábulo,
nada mais é que um encanto:
não é adjetivo, não é verbo
- é só o gozo de novo canto.
Minha voz surta ao chamá-la,
todos meus queridos afetos.
As cordas roucas, desalmadas,
maculam-lhe a rubra face
- em puro sinal orgástico.
Não gastaria, no entanto,
meu sêmem a fecundar-lhe
as mais críticas carícias
quais abriga sua tímida vulva.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
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