Passeio Noctívago
Sombras entranham-se em mim,
Minha psique intumescida.
Ufania atinente - À 'Aquilo-que-é-e-não-é'.
Escravo do nada, ou do tudo.
Não há sonoridade em sua voz - nem voz,
Não há luz em seus olhos - nem olhos,
Não há sanidade ou insanidade,
Não há, nem mesmo, o nada.
Transborda, o caos.
Ando pelas ruas disseminadas em ecos
De palavras desnorteadas e emoções extintas.
Faces ocultas, embriaguez de escuridão.
A me dizer adeus, vozes enfim.
Corri estouvado ao indefinido além
À busca do deleite do escape,
Das ruas, de mim.
Iludi-me, apenas:
Não sei onde estou.
(T.)
terça-feira, 24 de julho de 2007
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Subconsciente
Algo - saliento: mórbido - acolita-me.
Membros esparsos, tais como fragmentos de almas,
Dilaceram, do meu pavor, agudos silvos.
Ergo-me na solidão.
Sonambúlicos, meus pensamentos evaporam-se.
Intríseca, minha coragem dispersa-se.
Voláteis, meus nervos vão-se, remotos.
Acordado? Sufoco-me, eu e eu.
Horror, invade-me - entorpecente.
Nada mais.
Não há mais.
Nunca mais.
(T.)
Algo - saliento: mórbido - acolita-me.
Membros esparsos, tais como fragmentos de almas,
Dilaceram, do meu pavor, agudos silvos.
Ergo-me na solidão.
Sonambúlicos, meus pensamentos evaporam-se.
Intríseca, minha coragem dispersa-se.
Voláteis, meus nervos vão-se, remotos.
Acordado? Sufoco-me, eu e eu.
Horror, invade-me - entorpecente.
Nada mais.
Não há mais.
Nunca mais.
(T.)
Inconsciente
Há, então, 3 horas primeiras do dia;
Escuridão enerva - enevoa.
Enfado-me, rebuscado e calado,
A escuridão também: silêncio de bocas mortas.
Encolho-me estertorante,
Vulnerável e amuado.
O assombro estorva repetino,
Ligeiramente atemorizando-me.
A Face, bruscamente, estende-se a me contemplar;
Suas sombras, delineando-se,
Emitem ruídos sangrios,
E - Ela - ergue uma gélida voz taciturna:
"Não há mais volta."
(T.)
Há, então, 3 horas primeiras do dia;
Escuridão enerva - enevoa.
Enfado-me, rebuscado e calado,
A escuridão também: silêncio de bocas mortas.
Encolho-me estertorante,
Vulnerável e amuado.
O assombro estorva repetino,
Ligeiramente atemorizando-me.
A Face, bruscamente, estende-se a me contemplar;
Suas sombras, delineando-se,
Emitem ruídos sangrios,
E - Ela - ergue uma gélida voz taciturna:
"Não há mais volta."
(T.)
terça-feira, 17 de julho de 2007
Pústula Flor
És a minha flor favorita,
Esbelta, esmerada, efusiva;
Com mil sabores diversos da mesma orquídea
Entre mil feições distintas do mesmo jasmim;
Cores inebriantes - matam-me a todos os instantes
Envolto em sensações efêmeras,
Austera decisão - viver sisudo;
Ah, hei de me entregar à dor.
Da lascívia das tênues pétalas,
Mero escravo tornei-me - Oh, Flor!
Flor intensa e irascível,
Rasga-me, aos meus sentidos,
Porém não deixes - Oh, Flor! -
Vestígios do que sentir,
Neste lúgubre coração.
(T.)
És a minha flor favorita,
Esbelta, esmerada, efusiva;
Com mil sabores diversos da mesma orquídea
Entre mil feições distintas do mesmo jasmim;
Cores inebriantes - matam-me a todos os instantes
Envolto em sensações efêmeras,
Austera decisão - viver sisudo;
Ah, hei de me entregar à dor.
Da lascívia das tênues pétalas,
Mero escravo tornei-me - Oh, Flor!
Flor intensa e irascível,
Rasga-me, aos meus sentidos,
Porém não deixes - Oh, Flor! -
Vestígios do que sentir,
Neste lúgubre coração.
(T.)
terça-feira, 26 de junho de 2007
Poeta
Filho: torne-se poeta.
Aprenda a desconhecer
o Universo e o Amor.
E sentir.
[dor e prazer]
Esgueirar-se em contradições
Respirar paradoxos
Construir inflexões
E destruir paradigmas
Alucinar-se em ódio
E regozijar-se em amor
Provar da mais condoída amargura
E da mais terna delicadeza
[e não apenas os guardar no escrínio]
Gritar, uivar, gemer
De vontade - TODAS
De tentação - QUAISQUER
De desejo - INTEIRAMENTE
Sem restrição à entrega
Deliciar-se de toques
Mãos, dedos, lábios
Por um único instante: únicos
Prováveis causadores da minha embriaguez
E de meus olhos calados.
Sensações inebriantes
Que me fazem morrer enquanto amo
Falecer em teus braços
Envolto em tua ternura.
Obter, de tal forma,
Aptidão de chorar e sorrir
Demasiado contente, assim como triste,
Em subsequente horror e amor.
Transmutando-se em sentimentos.
O preço dessa sensibilidade, porém,
Em meio aos jardins do exótico
E aos mares do inefável...
É absolutamente inerente à solidão.
(T.)
Filho: torne-se poeta.
Aprenda a desconhecer
o Universo e o Amor.
E sentir.
[dor e prazer]
Esgueirar-se em contradições
Respirar paradoxos
Construir inflexões
E destruir paradigmas
Alucinar-se em ódio
E regozijar-se em amor
Provar da mais condoída amargura
E da mais terna delicadeza
[e não apenas os guardar no escrínio]
Gritar, uivar, gemer
De vontade - TODAS
De tentação - QUAISQUER
De desejo - INTEIRAMENTE
Sem restrição à entrega
Deliciar-se de toques
Mãos, dedos, lábios
Por um único instante: únicos
Prováveis causadores da minha embriaguez
E de meus olhos calados.
Sensações inebriantes
Que me fazem morrer enquanto amo
Falecer em teus braços
Envolto em tua ternura.
Obter, de tal forma,
Aptidão de chorar e sorrir
Demasiado contente, assim como triste,
Em subsequente horror e amor.
Transmutando-se em sentimentos.
O preço dessa sensibilidade, porém,
Em meio aos jardins do exótico
E aos mares do inefável...
É absolutamente inerente à solidão.
(T.)
Assinar:
Postagens (Atom)