Lava o prato
Seca a roupa
[Fica em baixo de uma touca.
Mata o galo
Faz a ceia
[Se não o marido aperreia.
Esse corre
Fica pinéu
[De dizer sim pro coronel.
Volta e come
Come e dorme
[E a patroa fica conforme.
Párias do morrer a dois
sábado, 22 de setembro de 2007
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Vago em pensamentos desertos,
bebo dessa água que não me cedes.
Penetro, em ti, o meu mais fundo âmago
Numa lamúria de prazer e infinita prece.
[por teu amor.
Não sei se por angústia ou luxúria,
enlaço-me a ti, num profundo gemido.
E mesmo o teu doce mel genital
não me cessas o prurido.
[por teu amar.
Flagelo-me o mais vivaz e inútil sentir.
Canso e descanso sobre o mesmo busto,
quando a inércia de não te ter
deixa de me causar tremendo susto.
[por teu prazer.
Degolo-te.
Amo-te.
Suicido-te em mim.
[por a ti amar.
bebo dessa água que não me cedes.
Penetro, em ti, o meu mais fundo âmago
Numa lamúria de prazer e infinita prece.
[por teu amor.
Não sei se por angústia ou luxúria,
enlaço-me a ti, num profundo gemido.
E mesmo o teu doce mel genital
não me cessas o prurido.
[por teu amar.
Flagelo-me o mais vivaz e inútil sentir.
Canso e descanso sobre o mesmo busto,
quando a inércia de não te ter
deixa de me causar tremendo susto.
[por teu prazer.
Degolo-te.
Amo-te.
Suicido-te em mim.
[por a ti amar.
sábado, 8 de setembro de 2007
Babélico (Quadro de Poemas)
I
Caos
Perdoa-me, pois;
Sou poeta, não preciso de pessoas.
Perdoa-me, porém;
Por adjunto ser, de tal insanidade.
Quiçá ser meu o sincero desejo da alma;
Entregue às luxúrias.
Perdoa-me tal qual o calor que aqui
dentro ferve; queimando-me o coração.
Perdoa-me, então, por ser poeta e não saber amar.
T. (03/07/07)
II
Quimérico
Confundo-me.
Como o suicídio de uma rosa negra,
Imersa em um jardim de flores fétidas.
Confundo-me.
Como a irracionalidade de um sábio,
Metamorfando idéias pálidas.
Confundo-me,
Com o horror de ser humano,
Declinando-se em emoções lúcidas.
T. (24/07/07)
III
Extravagância
Drogo-me ao arquejo de
um dia afluir em nuvens, sozinho.
Mesmo que suplique o calor de teu cortejo,
Infecto-me na ânsia de falecer-me,
Somente, à quietude da Lua.
Vulto de mãos adormecidas
Em dor não finda
Nem veraz.
T. (13/08/2007)
IV
Primaz Ventura
Plenipotência és Tu, dor.
Qual, pois, há de ser mais forte, que não tu?
Não há mais plectro que
não me surja de ti.
Paralizo-me no minuto do pesar,
Mesmo sem dor:
Pois dói por não doer.
T. (18/08/07)
I
Caos
Perdoa-me, pois;
Sou poeta, não preciso de pessoas.
Perdoa-me, porém;
Por adjunto ser, de tal insanidade.
Quiçá ser meu o sincero desejo da alma;
Entregue às luxúrias.
Perdoa-me tal qual o calor que aqui
dentro ferve; queimando-me o coração.
Perdoa-me, então, por ser poeta e não saber amar.
T. (03/07/07)
II
Quimérico
Confundo-me.
Como o suicídio de uma rosa negra,
Imersa em um jardim de flores fétidas.
Confundo-me.
Como a irracionalidade de um sábio,
Metamorfando idéias pálidas.
Confundo-me,
Com o horror de ser humano,
Declinando-se em emoções lúcidas.
T. (24/07/07)
III
Extravagância
Drogo-me ao arquejo de
um dia afluir em nuvens, sozinho.
Mesmo que suplique o calor de teu cortejo,
Infecto-me na ânsia de falecer-me,
Somente, à quietude da Lua.
Vulto de mãos adormecidas
Em dor não finda
Nem veraz.
T. (13/08/2007)
IV
Primaz Ventura
Plenipotência és Tu, dor.
Qual, pois, há de ser mais forte, que não tu?
Não há mais plectro que
não me surja de ti.
Paralizo-me no minuto do pesar,
Mesmo sem dor:
Pois dói por não doer.
T. (18/08/07)
domingo, 2 de setembro de 2007
Como um poeta morto
Iludir-se é naufragar dentre versos
semprosa, sem'edo, semterra.
Viver um sonho dormente
semvida, semteto, semdona.
Amar é saber se portar em si mesmo
semdó, sempena, semculpa.
Sentir o saboroso sangue viril
sempestanejar, semelucidar, semejacular.
Ter o pó da esperança dentro de si
é tentar um sentimento já inânime
semver, semcrer, semsem.
Sem vencer de dentro de si
a própria angústia, o próprio medo
e a mesma vontade de sempre.
(original de 09/04/07)
Iludir-se é naufragar dentre versos
semprosa, sem'edo, semterra.
Viver um sonho dormente
semvida, semteto, semdona.
Amar é saber se portar em si mesmo
semdó, sempena, semculpa.
Sentir o saboroso sangue viril
sempestanejar, semelucidar, semejacular.
Ter o pó da esperança dentro de si
é tentar um sentimento já inânime
semver, semcrer, semsem.
Sem vencer de dentro de si
a própria angústia, o próprio medo
e a mesma vontade de sempre.
(original de 09/04/07)
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