O espelho mente
O que os outros não sentem.
Que é mais um ser em mim.
Que há mais de mim aqui.
Os olhos vêem
O que a cabeça tresvaria.
Não há algo de nada real
Que seja de alguma valia.
Valha-se apenas a beleza da incerteza
O caos de um amanhã que não virá
E a morte certa de uma vida que há por vir.
Valha-se apenas a estética que há aqui
Veja o podre que eu sou assim
Que eu sou o que de pior há em mim.
Veritate
terça-feira, 17 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
Ei, você, parado aqui.
Por quê?
Ei, você, apressado assim.
Por quê?
Ei, você, sequela sem fim.
Por quê?
Ei, você, não fica aí.
Por quê?
É o seu cérebro infanticida
O culpado por ser homicida
De um potencial suicida
Cansado da vida bandida.
Ei, você, já passou.
Por quê?
Ei, você, se estressou.
Por quê?
Ei, você, não amou.
Por quê?
Ei, você, nem gozou.
Por quê?
É sua precocidade orgástica
Que faz da vida um porre
E essa minha risada sarcástica
Não sabe se você dá ou morre.
A repressão instintiva
Por quê?
Ei, você, apressado assim.
Por quê?
Ei, você, sequela sem fim.
Por quê?
Ei, você, não fica aí.
Por quê?
É o seu cérebro infanticida
O culpado por ser homicida
De um potencial suicida
Cansado da vida bandida.
Ei, você, já passou.
Por quê?
Ei, você, se estressou.
Por quê?
Ei, você, não amou.
Por quê?
Ei, você, nem gozou.
Por quê?
É sua precocidade orgástica
Que faz da vida um porre
E essa minha risada sarcástica
Não sabe se você dá ou morre.
A repressão instintiva
quinta-feira, 5 de março de 2009
Deixa eu falar as minhas merdas
Só comigo mesmo
Que o fedor da merda fede
Quando reflete no espelho.
Melhor assim, só álcool em mim
Que dias atrás de morrer
A vida vai ser a mesma merda de sempre.
A mesma merda de sempre humana.
Os humanos são uma raça deprimente.
Eu gosto dos cães,
Olho para os cães jogados às ruas
E eles me olham com pena.
Os coitados, coitados.
Coitados do coitado que sou eu.
Os cachorros são animais bondosos.
Eles sentem pena de mim, quando não medo.
Meus versos estão trôpegos.
Porque falei de humanos, que são merda.
Porque falei de cães e não de gatos.
Os gatos completam o sentido dos cães.
Não haveria sentido para a vida dos cães
Se não existissem gatos.
Ainda não existe sentido para essa merda
Que é ser humano.
[eu deveria ter escrito uma prosa.
Só comigo mesmo
Que o fedor da merda fede
Quando reflete no espelho.
Melhor assim, só álcool em mim
Que dias atrás de morrer
A vida vai ser a mesma merda de sempre.
A mesma merda de sempre humana.
Os humanos são uma raça deprimente.
Eu gosto dos cães,
Olho para os cães jogados às ruas
E eles me olham com pena.
Os coitados, coitados.
Coitados do coitado que sou eu.
Os cachorros são animais bondosos.
Eles sentem pena de mim, quando não medo.
Meus versos estão trôpegos.
Porque falei de humanos, que são merda.
Porque falei de cães e não de gatos.
Os gatos completam o sentido dos cães.
Não haveria sentido para a vida dos cães
Se não existissem gatos.
Ainda não existe sentido para essa merda
Que é ser humano.
[eu deveria ter escrito uma prosa.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Eu não vi quem não me quis ver
Eu sou em voz alta e clara, e eu grito.
A quem quis foder: Fodeu!
E ao nadador: há muita chuva por vir!
Eu ando, e se tenho casa,
que me faça por andar ao meio da rua,
em meio a sua cabeça.
Eu sou e ando e tenho todas as vogais
e consoantes do mundo das seis!
Das sete, das oito...
E todas as dúvidas que lhe caibam.
A quem se despede:
até mais!
Até, que aqui estou eu.
Aos meus dez minutos de antes,
disse-lhe todos os meus minutos
que antes é seu.
A esses de agora, eu ainda tremo,
e se não respiro, é porque respiro mais.
Meus pontos de despedida, são pontos
de adeus, dando fé à merda!
À merda!
E, a quem me dirá:
[leia aqui
"há rebeldia demais!",
rebeldia há mais.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
O enredo desse samba à noite sou eu
E a pestana dessa nota açoite é no meu
Dedo que dói sem sentir corda alguma
De sonoridade que soe bem ao sentir.
O bobo da corte hoje não é o rei
Tocando o pandeiro passado do amei,
Misturando a realeza do sentir à plebe do fazer.
Que se sente mais fazendo, que se faz sentindo.
E todas as fantasias de hoje são as minhas,
Sem querer desfazer do carnaval as entrelinhas
Que separam o desejo do prazer
Na maldita terra onde pra dar tem de doer.
A angústia mais banal de sempre
Hoje folgou eternamente
Pra não dizer que só planta a semente
Aquele que sabe como sanar as dores da vida
[hoje - não sou eu.
Estou me guardando pra quando o carnaval chegar
E a pestana dessa nota açoite é no meu
Dedo que dói sem sentir corda alguma
De sonoridade que soe bem ao sentir.
O bobo da corte hoje não é o rei
Tocando o pandeiro passado do amei,
Misturando a realeza do sentir à plebe do fazer.
Que se sente mais fazendo, que se faz sentindo.
E todas as fantasias de hoje são as minhas,
Sem querer desfazer do carnaval as entrelinhas
Que separam o desejo do prazer
Na maldita terra onde pra dar tem de doer.
A angústia mais banal de sempre
Hoje folgou eternamente
Pra não dizer que só planta a semente
Aquele que sabe como sanar as dores da vida
[hoje - não sou eu.
Estou me guardando pra quando o carnaval chegar
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