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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Hahahahaha. Um smile de sorriso sem graça e ela não imagina que eu acabei de bater uma imaginando comê-la no sofá de casa. E foi algo maravilhoso. Ainda que sem muita intimidade ou mesmo amizade, tudo foi compensado pela parte instintiva e física. A física é mesmo uma belíssima matéria.
E que idéia é essa de ideia não levar mais acento? É a desmoralização de um ideal. Ainda mais uma palavra tão bacana como essa. Estou de luto oficial declarado por quanto tempo ainda insistir em ter com língua-pátria um idioma que não recebe o valor que merece. A bem da verdade, o nosso idioma é o tupi-guarani, mas esse é que não ganha nem uma vírgula de qualquer acordo ortográfico que seja. O melhor acordo fica sendo, mais uma vez, discordar de tudo isso e continuar escrevendo errado a tudo e a todos - é óbvio que a galera da internet e a turma do ENEM não vai encontrar problema algum nisso.
Eu também sou da turma do ENEM. Ah, caralho. Da turma da internet também. Então vou continuar escrevendo idéia, tranqüilo e falando clítoris. Além disso, não escreverei mais em prova vestibulares sobre hímen - esse termo não sei se sofreu alguma alteração. Na verdade, nem fui atrás do tal acordo ainda. Mas para meus familiares e amigos que me consideram um cara estudioso e inteligente, tenho uma explicação: minha professora de português é simplesmente broxante.


O meu torpe dizer [22 de Março de 2009]
Postagem original

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hahahahahaha.
O título dessa imagem é "MerDeca1".
Não se apavore, é apenas uma aglutinação.
Qualquer semelhança com outros substantivos/adjetivos é mera coincidência.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Eu gosto quando teus olhos tocam
a luz que vem de deus. Do teu olhar,
lacrimoso, rimando o caminho do céu.
De teu vestido, quase nu, quando o vestes.

Eu posso sentir todo o calor de tuas mãos
até quando elas vivificam corpos alheios.
E sentir o roçar de macio seio quando tocam,
mãos de outro homem, algo que tanto anseio.

Mas serão somente minhas, as tuas meninas.
E sob essas d'ouradas madeixas hei de ter eu
meu doce acalento. Como um pastor que volta
ao rebanho saudoso, em fim de um dia frutífero.

E ao recebê-lo, a esposa, com os mais suculentos
mamilos de belo animal. Que vive, reproduz
e morre sem igual - não há outro mais belo
que use saias e saiba portar-se dama.

Oh! Qual dama de minhas quiméricas liras.
O teu busto em minha mente é fogo vivo
que arde em todo e em tudo que é em mim.
Faz arder também a centelha do amor que há
[em ti.



Aos olhos teus II

domingo, 1 de novembro de 2009

De!




A vida corriqueira é que me abomina
e os vales que andam estas praças
gritando mares de saudades,
até me animam, ai que loucura,

com a lacuna aberta e sangrando no peito,
até que me animam, aberta e sangrando
de um triste moço, muito triste mancebo,
derruba tantos postes na esquina

e grita: que merda de amor!
que loucura de ritmo!
e caído morrendo: ai, que essa dor!

Que essa dor nos jornais da matina
me consome em completa maldade!

eu que, todavia, dou vário ganho
e perco nas entranhas da vida,
não me canso das velas
e ainda choro, é, não tenho mesmo
porquê querer tanto.