Meio-dia e meio
e meio pêlo no rosto.
Barba.
Meio vazio, meio cheio
e um pensamento na cabeça.
Pentelho.
Meio café-da-manhã.
Meio café na mente.
É um esquente.
Meio que virá comida,
que virá meio virgem.
Delícia.
Todo não é nada
Sem um ou o outro meio
Mas o meio não!
O meio é completo
e é inteiro.
O meio não precisa de todo.
Nem de toldo o meio precisa,
não arrisca, não petisca.
O meio mexe.
Mexe com a mente do meio tolo
e mexe com a mente do meio sábio
Mexendo com a saia da menina.
O meio mede ao meio o nada
Por que nem o nada é todo sem ele.
O meio se acha.
E se perde n'um piscar de olhos.
Que o meio é arisco,
o meio é errado.
Mas também é meio certo
que da metade que se tira a outra
ainda faltam duas metades.
E se do meio for tirando metades,
formar-se-ão novos meios de se fazer
daquele meio um novo meio.
Nem que seja por outro meio,
nem que seja calcinha ou cueca,
nem que seja enxuta ou molhada.
Nem que o meio seja meio-termo
do termo que está no meio
entre esses dois meios.
Que também são dois extremos.
E como sou meio extremo,
deixarei isso ao meio.
A outra metade você rasga e divide
em dois meios.
Que esse meio você guarda.
terça-feira, 17 de março de 2009
O espelho mente
O que os outros não sentem.
Que é mais um ser em mim.
Que há mais de mim aqui.
Os olhos vêem
O que a cabeça tresvaria.
Não há algo de nada real
Que seja de alguma valia.
Valha-se apenas a beleza da incerteza
O caos de um amanhã que não virá
E a morte certa de uma vida que há por vir.
Valha-se apenas a estética que há aqui
Veja o podre que eu sou assim
Que eu sou o que de pior há em mim.
Veritate
O que os outros não sentem.
Que é mais um ser em mim.
Que há mais de mim aqui.
Os olhos vêem
O que a cabeça tresvaria.
Não há algo de nada real
Que seja de alguma valia.
Valha-se apenas a beleza da incerteza
O caos de um amanhã que não virá
E a morte certa de uma vida que há por vir.
Valha-se apenas a estética que há aqui
Veja o podre que eu sou assim
Que eu sou o que de pior há em mim.
Veritate
domingo, 15 de março de 2009
Ei, você, parado aqui.
Por quê?
Ei, você, apressado assim.
Por quê?
Ei, você, sequela sem fim.
Por quê?
Ei, você, não fica aí.
Por quê?
É o seu cérebro infanticida
O culpado por ser homicida
De um potencial suicida
Cansado da vida bandida.
Ei, você, já passou.
Por quê?
Ei, você, se estressou.
Por quê?
Ei, você, não amou.
Por quê?
Ei, você, nem gozou.
Por quê?
É sua precocidade orgástica
Que faz da vida um porre
E essa minha risada sarcástica
Não sabe se você dá ou morre.
A repressão instintiva
Por quê?
Ei, você, apressado assim.
Por quê?
Ei, você, sequela sem fim.
Por quê?
Ei, você, não fica aí.
Por quê?
É o seu cérebro infanticida
O culpado por ser homicida
De um potencial suicida
Cansado da vida bandida.
Ei, você, já passou.
Por quê?
Ei, você, se estressou.
Por quê?
Ei, você, não amou.
Por quê?
Ei, você, nem gozou.
Por quê?
É sua precocidade orgástica
Que faz da vida um porre
E essa minha risada sarcástica
Não sabe se você dá ou morre.
A repressão instintiva
quinta-feira, 5 de março de 2009
Deixa eu falar as minhas merdas
Só comigo mesmo
Que o fedor da merda fede
Quando reflete no espelho.
Melhor assim, só álcool em mim
Que dias atrás de morrer
A vida vai ser a mesma merda de sempre.
A mesma merda de sempre humana.
Os humanos são uma raça deprimente.
Eu gosto dos cães,
Olho para os cães jogados às ruas
E eles me olham com pena.
Os coitados, coitados.
Coitados do coitado que sou eu.
Os cachorros são animais bondosos.
Eles sentem pena de mim, quando não medo.
Meus versos estão trôpegos.
Porque falei de humanos, que são merda.
Porque falei de cães e não de gatos.
Os gatos completam o sentido dos cães.
Não haveria sentido para a vida dos cães
Se não existissem gatos.
Ainda não existe sentido para essa merda
Que é ser humano.
[eu deveria ter escrito uma prosa.
Só comigo mesmo
Que o fedor da merda fede
Quando reflete no espelho.
Melhor assim, só álcool em mim
Que dias atrás de morrer
A vida vai ser a mesma merda de sempre.
A mesma merda de sempre humana.
Os humanos são uma raça deprimente.
Eu gosto dos cães,
Olho para os cães jogados às ruas
E eles me olham com pena.
Os coitados, coitados.
Coitados do coitado que sou eu.
Os cachorros são animais bondosos.
Eles sentem pena de mim, quando não medo.
Meus versos estão trôpegos.
Porque falei de humanos, que são merda.
Porque falei de cães e não de gatos.
Os gatos completam o sentido dos cães.
Não haveria sentido para a vida dos cães
Se não existissem gatos.
Ainda não existe sentido para essa merda
Que é ser humano.
[eu deveria ter escrito uma prosa.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Eu não vi quem não me quis ver
Eu sou em voz alta e clara, e eu grito.
A quem quis foder: Fodeu!
E ao nadador: há muita chuva por vir!
Eu ando, e se tenho casa,
que me faça por andar ao meio da rua,
em meio a sua cabeça.
Eu sou e ando e tenho todas as vogais
e consoantes do mundo das seis!
Das sete, das oito...
E todas as dúvidas que lhe caibam.
A quem se despede:
até mais!
Até, que aqui estou eu.
Aos meus dez minutos de antes,
disse-lhe todos os meus minutos
que antes é seu.
A esses de agora, eu ainda tremo,
e se não respiro, é porque respiro mais.
Meus pontos de despedida, são pontos
de adeus, dando fé à merda!
À merda!
E, a quem me dirá:
[leia aqui
"há rebeldia demais!",
rebeldia há mais.
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