Não digo que a morte seja de todo pura, amigo.
Nem que a sabedoria da beleza está em si, só.
Mas que a maldade está mais na mente da santa
Que no corpo na meretriz, que não é santa mas não mente.
Não creio que a vida seja isso, apenas, o que você diz
Ou que seja algo quimérico de um outro mundo, outros céus.
Sei que para quê sei outro céu mais lindo que esse
Acima de nossas mentes vãs?
Sei que o que escrevo é o vão de um outro vão.
Mas não é em vão que morre em quinze segundos,
No entanto fica soando e soando na mente de um moribundo
As rimas esnobes de uma falsa música, que não é, mas canta.
E canto o mundo assim dessa maneira, do meu canto imundo.
Mas mesmo imundo que seja, meu mundo é um canto verdadeiro:
Canto os céus e as terras que hão aqui, canto as concubinas,
Canto os pobres e canto os ricos, que são de toda sorte, n'um só canto.
domingo, 19 de abril de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Ai, amor de criança, amor pueril
Que me queira mal ou me queira bem.
Eu não sei de tua rosa infantil
Quantas pétalas vermelhas ela tem.
Ah! Amor de ódio e de vingança:
Não sei se fere ou se goza
Em nossas caras a repugnância
Do mel fel de ninfa formosa.
Uh, amor em debalde sexual.
Não machuca nem maltrata.
Apenas acaricia a terna flâmula
Que é o prazer de toda alma.
Oh, um amor para cada dor,
que se não se mata, se morre:
Seja o mal o bem que for
- falece da cura a própria sorte.
Que me queira mal ou me queira bem.
Eu não sei de tua rosa infantil
Quantas pétalas vermelhas ela tem.
Ah! Amor de ódio e de vingança:
Não sei se fere ou se goza
Em nossas caras a repugnância
Do mel fel de ninfa formosa.
Uh, amor em debalde sexual.
Não machuca nem maltrata.
Apenas acaricia a terna flâmula
Que é o prazer de toda alma.
Oh, um amor para cada dor,
que se não se mata, se morre:
Seja o mal o bem que for
- falece da cura a própria sorte.
sábado, 21 de março de 2009
Me desculpe o que eu vou falá
É que lá longe mora uma sinhá
Que em meu peito faz seu habitá
E, às vezes, o coitado se despedaçá.
Mas devo dizer, meu coroné
Que esse ser não é só mulhé,
De peito e bunda já fiz de pé
E agora faço só como ela qué.
Bem sabe que há alguém aquí
Que só de pensar nela fica felí,
Da caridade que dela quí
Fazer meu peito palpitar assí.
Eu sou macho, macho, chó
Mas quando penso que me acho só
Do seio dela sinto falta, e sinto maió
Desejo de me amparar a si, sem dó.
O que eu sinto ainda tá crú
Mas por ela serei sempre nú,
Que se ela gostar de carurú,
Morrerei bem feliz, faustú.
O pernambucano vocálico
É que lá longe mora uma sinhá
Que em meu peito faz seu habitá
E, às vezes, o coitado se despedaçá.
Mas devo dizer, meu coroné
Que esse ser não é só mulhé,
De peito e bunda já fiz de pé
E agora faço só como ela qué.
Bem sabe que há alguém aquí
Que só de pensar nela fica felí,
Da caridade que dela quí
Fazer meu peito palpitar assí.
Eu sou macho, macho, chó
Mas quando penso que me acho só
Do seio dela sinto falta, e sinto maió
Desejo de me amparar a si, sem dó.
O que eu sinto ainda tá crú
Mas por ela serei sempre nú,
Que se ela gostar de carurú,
Morrerei bem feliz, faustú.
O pernambucano vocálico
sexta-feira, 20 de março de 2009
Eu escrevo como uma flecha
que alveja o teu coração.
Não sou cupido, nem sou deus.
Mas não sou o diabo também
[não.
Eu entro dentro de você
por qualquer orifício que seja.
Mas é só pra te fazer aprender
O que é que o prazer enseja.
Não é ódio, nem amor
- é sexo no elevador.
Que sobe e desce
[desce e sobe
[e sobe e desce
[e geme
Sou a palavra infértil
Que quer dizer mais
que todos os livros.
[subo e desço
[rápido e devagar
[estremeço
que alveja o teu coração.
Não sou cupido, nem sou deus.
Mas não sou o diabo também
[não.
Eu entro dentro de você
por qualquer orifício que seja.
Mas é só pra te fazer aprender
O que é que o prazer enseja.
Não é ódio, nem amor
- é sexo no elevador.
Que sobe e desce
[desce e sobe
[e sobe e desce
[e geme
Sou a palavra infértil
Que quer dizer mais
que todos os livros.
[subo e desço
[rápido e devagar
[estremeço
quarta-feira, 18 de março de 2009
Eu não queria contradizer
- a mim ou a ti -
mas a verdade é só uma
e é o que eu hei de dizer.
Não é o certo, mas está.
É mais por estética que ética,
qual você não entende
mas sempre será.
Não é seios, mas seio.
Quem quisera ter dois dele
certamente já se arrependeu
pelo crime que ainda não cometeu.
Eu, que só com o meu
- com tantos versos feios -,
já perdi dele o freio
que o seio da moça roeu.
Não é céu, mas não é inferno.
Não sou feliz, mas não sou mudo.
Não sou triste, talvez seja só receio.
- a mim ou a ti -
mas a verdade é só uma
e é o que eu hei de dizer.
Não é o certo, mas está.
É mais por estética que ética,
qual você não entende
mas sempre será.
Não é seios, mas seio.
Quem quisera ter dois dele
certamente já se arrependeu
pelo crime que ainda não cometeu.
Eu, que só com o meu
- com tantos versos feios -,
já perdi dele o freio
que o seio da moça roeu.
Não é céu, mas não é inferno.
Não sou feliz, mas não sou mudo.
Não sou triste, talvez seja só receio.
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