A que pecado expia,
Agora, minh'alma.
Que'm noite quente ou fria
Sofre calada.
A que dor se flagela
Dentre tantas outras
- tristezas minhas e delas
Servidas à manjedoura.
A que amor se desfaz
A cada pensar insone
Que - eternamente fugaz
- dorme, sem nome.
A que janela se esconde
A buscar n'outro lado conforto
Sem saber matar sua fome
Desse mundo de funesto desgosto.
Gratia I
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Afeado diletante
Fustigava-me, a tal petulante concubina azulada.
Florida, ungia-me em amores à abóboda celeste.
Mortifica-me ainda cá, nuns versos que acientes.
Idolatrado autor! Comparsa de si, o sôfrego amásio.
Ciente de mentir e afluir a um oceano de apatias vis,
Uma enumeração ríspida dos objetos de sensaborias.
Afagos aos instigados e mendazes versos, finados
Aos trejeitos - aniquilados - que uns pormenores
Quais confins dum só querer, o ermo do poetastro.
T.
Quinta-feira, idos de 27 de dezembro de 2007.
Fustigava-me, a tal petulante concubina azulada.
Florida, ungia-me em amores à abóboda celeste.
Mortifica-me ainda cá, nuns versos que acientes.
Idolatrado autor! Comparsa de si, o sôfrego amásio.
Ciente de mentir e afluir a um oceano de apatias vis,
Uma enumeração ríspida dos objetos de sensaborias.
Afagos aos instigados e mendazes versos, finados
Aos trejeitos - aniquilados - que uns pormenores
Quais confins dum só querer, o ermo do poetastro.
T.
Quinta-feira, idos de 27 de dezembro de 2007.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Miasma
Aos almoços dum corriqueiro dia-a-dia,
E à tal cova que familiar, de um torpor
Hipocondríaco, álgidos tremores esvaíam
Por um hímen atar na Arte do libertino.
Prepotente, ostentoso, insalubre e vil,
Um inopinado transparecer fúlgido de
Amour, tranvestindo as vestes púrpuras
Dum crepuscular credo na Arte cósmica.
Aquele mesmo alóctone, um mal-criado,
Retorquiu à madre - num ardil supor;
Do amor: ínfimo, mero em cretinice.
Esbelto florescer insólito, tão vero!
A progenitora? Materno carecer tenaz
Que o extenuava a ceder-se ante tudo,
Ventre de um exigir, dantes previsto,
Um amor prognosticado: efêmero afeto.
T. (06/12/2007 - 17h07min)
Aos almoços dum corriqueiro dia-a-dia,
E à tal cova que familiar, de um torpor
Hipocondríaco, álgidos tremores esvaíam
Por um hímen atar na Arte do libertino.
Prepotente, ostentoso, insalubre e vil,
Um inopinado transparecer fúlgido de
Amour, tranvestindo as vestes púrpuras
Dum crepuscular credo na Arte cósmica.
Aquele mesmo alóctone, um mal-criado,
Retorquiu à madre - num ardil supor;
Do amor: ínfimo, mero em cretinice.
Esbelto florescer insólito, tão vero!
A progenitora? Materno carecer tenaz
Que o extenuava a ceder-se ante tudo,
Ventre de um exigir, dantes previsto,
Um amor prognosticado: efêmero afeto.
T. (06/12/2007 - 17h07min)
sábado, 15 de dezembro de 2007
Vasa-me agora,
tenebrosa flâmula da desconjuntura do meu ser.
Transborda-me sem hora
de findar em mim tudo isso que me faz parecer.
Vai-me agora,
o coração à espreita d'um tênue pesar.
Vem-me sem demora
à minha mente a expressão luxuriosa de todo o amar.
Entornam-me a mim,
os antigos, dantescos versos.
Esvaem-se em fim,
num mar de piegas e desafinados retrocessos.
tenebrosa flâmula da desconjuntura do meu ser.
Transborda-me sem hora
de findar em mim tudo isso que me faz parecer.
Vai-me agora,
o coração à espreita d'um tênue pesar.
Vem-me sem demora
à minha mente a expressão luxuriosa de todo o amar.
Entornam-me a mim,
os antigos, dantescos versos.
Esvaem-se em fim,
num mar de piegas e desafinados retrocessos.
domingo, 9 de dezembro de 2007
Lunático, veneta magnética
O canto do Maldito arcaico louco
Exala-se numa invernia atemporal
Dum voraz delírio fatídico, ínvio
Aos sensatos racionais sêniores.
Abre-se a abóbada celeste, úbere
Do uivo ufano, do amor selênico,
Dos turvos Paraysos imaginários,
Frutíferas celebrações incautas.
Outros, mormente sêniores quais
Do racional-ser, racional-saber,
Racional-fazer, racional-querer,
Enfezam-se num onírico desejar.
Desdenham-se os insanos, porém,
Do ser e saber e fazer e querer,
Imersos, nuns devaneios alheios,
De magníficas aspirações ácidas.
T. (09/12/2007 - 00h04min)
O canto do Maldito arcaico louco
Exala-se numa invernia atemporal
Dum voraz delírio fatídico, ínvio
Aos sensatos racionais sêniores.
Abre-se a abóbada celeste, úbere
Do uivo ufano, do amor selênico,
Dos turvos Paraysos imaginários,
Frutíferas celebrações incautas.
Outros, mormente sêniores quais
Do racional-ser, racional-saber,
Racional-fazer, racional-querer,
Enfezam-se num onírico desejar.
Desdenham-se os insanos, porém,
Do ser e saber e fazer e querer,
Imersos, nuns devaneios alheios,
De magníficas aspirações ácidas.
T. (09/12/2007 - 00h04min)
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