Não quero mais tequila.
Não quero mais vodka.
Não quero mais paixão.
Não quero mais amor.
Eu só quero o quarto aberto
com as pernas escancaradas.
Ávidas em receber meu membro
em prantos salutares de prazer.
Não quero mais desejo.
Disso já me tenho suficiente.
Não quero mais saudades.
Todas fincaram minha terna mente.
Anseio pelas lutas de quereres-não-quereres
que pelos prazeres que afincam a carne
e o devaneio que se faz um instante
por dizer que só quero a ti, nada mais.
Por assim de "z" que só quero sexo.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
A gente vai crescendo
e vai se achando importante.
E vai se achando pequeno
e vai se achando distante.
E vai se ficando mais chato
quando vai se ficando mais real.
E vai se ficando ranzinza,
Se a mágica vai se ficando banal.
O amor vai se diminuindo aos pouquinhos,
o diminutivo vai se diminuindo depressa.
A tristeza vai se diminuindo um bocado
quando a riqueza vai se diminuindo sem pressa.
O tempo vai acabando
e a gente vai ficando sem tempo
e vai se achando sem tempo
e vai se diminuindo sem tempo.
e vai se achando importante.
E vai se achando pequeno
e vai se achando distante.
E vai se ficando mais chato
quando vai se ficando mais real.
E vai se ficando ranzinza,
Se a mágica vai se ficando banal.
O amor vai se diminuindo aos pouquinhos,
o diminutivo vai se diminuindo depressa.
A tristeza vai se diminuindo um bocado
quando a riqueza vai se diminuindo sem pressa.
O tempo vai acabando
e a gente vai ficando sem tempo
e vai se achando sem tempo
e vai se diminuindo sem tempo.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Não posso negar que vim de onde venho
e não tenho a mínima ideia de onde vou.
Mas posso me opor à verossimilhança vital
que se abstém das perniciosidades do espírito.
Não que revele religiosidade, afirmando pernicioso.
Mas a espiritualidade das concupiscências da carne
é muito mais cruel e além que pode sonhar
o nosso auto-prazer masturbatório, quer seja
[anal
[vaginal
[escrotal
E por falar em escroto, qual palavra escrota
essa tal de concupiscência!
Não sei se está certa, a grafia,
a caligrafia, a orgia, a caristia.
Profano! - profano, digo eu, - profano!
Ou português ou gramática negra:
dize a esta alma entristecida se verá
outra outr'ora perdida entre hostes celestiais.
[disse o corvo: nunca mais.
Nunca mais.
e não tenho a mínima ideia de onde vou.
Mas posso me opor à verossimilhança vital
que se abstém das perniciosidades do espírito.
Não que revele religiosidade, afirmando pernicioso.
Mas a espiritualidade das concupiscências da carne
é muito mais cruel e além que pode sonhar
o nosso auto-prazer masturbatório, quer seja
[anal
[vaginal
[escrotal
E por falar em escroto, qual palavra escrota
essa tal de concupiscência!
Não sei se está certa, a grafia,
a caligrafia, a orgia, a caristia.
Profano! - profano, digo eu, - profano!
Ou português ou gramática negra:
dize a esta alma entristecida se verá
outra outr'ora perdida entre hostes celestiais.
[disse o corvo: nunca mais.
Nunca mais.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Vem, estrela da última hora.
Cala em mim o teu luxurioso escândalo
que se despe entre três ou mais bibelôs.
Sacia de ti toda a ganância da impureza.
Vem, antes que a lerdeza das horas acabe
e o céu fique mais claro que meu desejo
de possuir-te e embranquecer teus lábios.
Antes que se fechem as portas do cabaré.
Ainda antes que o meu amor de duas noites se esvaia
por entre outros ventres menos desejados, menos avultados,
menos maculados e menos dilacerados que o teu.
Careço que venhas antes que meu violão se perca
nas notas das outras noites que vivi pelo desejo de ti.
Vem, antes que o meu dinheiro acabe.
Cala em mim o teu luxurioso escândalo
que se despe entre três ou mais bibelôs.
Sacia de ti toda a ganância da impureza.
Vem, antes que a lerdeza das horas acabe
e o céu fique mais claro que meu desejo
de possuir-te e embranquecer teus lábios.
Antes que se fechem as portas do cabaré.
Ainda antes que o meu amor de duas noites se esvaia
por entre outros ventres menos desejados, menos avultados,
menos maculados e menos dilacerados que o teu.
Careço que venhas antes que meu violão se perca
nas notas das outras noites que vivi pelo desejo de ti.
Vem, antes que o meu dinheiro acabe.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
O estratagema do universo paira sobre mim:
infâmias refeitas em carícias e gestos.
O tal sentimento se perdeu no mar-sem-fim
- talvez escondido na melodia dos versos.
O piegas d'outrora foge ao libidinoso vadio
e as doces falenas ainda habitam meu coração.
Não mais os restos de alimento presos aos dentes
- como a finda paixão que deixa resquícios espermáticos.
O universo, no entanto, ainda se expande
como quem não tem nada o que ver com isso.
As estrelas nascem, brilham e morrem
mas o sol persiste em sua teimosia luminosa.
E o pulso cardíaco desobece ao instinto vital:
pulsa por bater, pulsa por morrer, por querer.
Mas não pulsa, meu obsequioso ruminador,
não pulsa pela em si razão de viver.
infâmias refeitas em carícias e gestos.
O tal sentimento se perdeu no mar-sem-fim
- talvez escondido na melodia dos versos.
O piegas d'outrora foge ao libidinoso vadio
e as doces falenas ainda habitam meu coração.
Não mais os restos de alimento presos aos dentes
- como a finda paixão que deixa resquícios espermáticos.
O universo, no entanto, ainda se expande
como quem não tem nada o que ver com isso.
As estrelas nascem, brilham e morrem
mas o sol persiste em sua teimosia luminosa.
E o pulso cardíaco desobece ao instinto vital:
pulsa por bater, pulsa por morrer, por querer.
Mas não pulsa, meu obsequioso ruminador,
não pulsa pela em si razão de viver.
Assinar:
Postagens (Atom)